
“Beleza não põe mesa!” - Uma frase que já ouvi de tias e avós e que, na realidade, seria cinismo meu, e de todos, se não gostássemos de pessoas bonitas a nossa volta. Quem não gosta de saber que se está bonito?! Estar elegante e despertar a atenção dos demais, do sexo oposto ou não, mas algo naquela pessoa chama atenção e faz com que ela se torne assunto.
Se fossemos espécimes, definiria as seguintes categorias para a beleza humana: os belos por natureza, aqueles que com a dádiva de divina já vieram desenhados à mão. Lindos por si só. Os que chamo de ‘batalhadores’, pois buscam a beleza em academias, através de exercícios físicos, treinamentos intensivos. Me lembrei também dos ‘neuróticos’ que, muitas vezes, até já são bonitos por natureza, mas, não satisfeitos, acabam em clínicas de estética, praticando uma espécie de ‘esculturamento corporal passo a passo‘. Enfim, a sociedade, como um todo, influenciada por mídia e até por uma certa carência do dia a dia, manifestada nas atitudes das pessoas na busca do belo, nos obriga a ter dentes perfeitos, cabelos bem cuidados, postura e, se não bastasse, boas roupas.
Tem mais essa! A marca! Como é importante uma boa marca em nossas vidas. Já vi um Nike abrir caminhos pra conquistas amorosas. Um Ray Ban (aqueles óculos de sol dos anos 70) já fez um mendigo de rua virar pop star em questão de minutos.
Mas nada disso, tudo mundo esquece que viemos nus. Daí juntamos então a beleza com as roupas de grife. O resultado é imbatível, basta ir pra balada e conferir. Mas engraçado que isso não me apetece! Esses dias, uma amiga minha que comenta aqui no blog me disse bem assim “nossa, tu ta sempre bem acompanhado, hein?!”. Em cima disso, refleti e vi que isso pode ser ruim também. Me perguntei, bem acompanhado como?! Até porque, ser tachado de galinha, algo nada difícil atualmente, só por andar com belas mulheres, pode dificultar no quesito relacionamentos. Eu mesmo me lembro de uma ex-namorada que não gostava nadinha das minhas belas amigas. Mas, por outro lado, um cara solteiro pode se complicar e se transformar de um mero amigo de belas donas a um polenta nato, pelos amigos que, geralmente, nunca pegam ninguém.
Mas e agora, como é que fica?! Se você não chega junto, é polenta. Se chega em várias, é galinha. Se o guri se preocupar com isso, ele pira. E com essa agora do filme ‘Ele não está tão afim de você’, piorou ainda mais. Ser homem virou tema de estudo! (hehehe)
Mas como em tudo, existe uma exceção. Eu diria que sou uma quando o quesito é beleza, não fui um dos bem aventurados por Deus. Aliás, não faz muito, constatei que a beleza realmente está nos olhos de quem vê. Nem todas as modelos que vi na cobertura do Donna Fashion Iguatemi eu puxaria assunto, muito poucas, diga-se de passagem. Aliás, como outra amiga falou “beleza atrai, mas conteúdo convence”. Comprovadíssimo em várias entrevistas feitas pela equipe do IPA (aqui entre nós, cada resposta que ouvimos, nossa!). Mas, como o que importa por lá é a marca, se releva.
Porém, fico triste quando não se acredita na beleza que vemos. Aquela mais escondidinha, sabe?! Quando vejo que uma pessoa incrível, bonita da sua forma, do seu jeito, perde a vez para uma outra que não tem nada além da beleza a oferecer (do tesão temporário). Julgamento?! Pode ser! Atira a primeira pedra quem nunca o fez! Tesão?! Faz bem, obrigado! É claro que faz! Mas um sorriso permanente faz muito mais do que se pensa. Aliás, em contraponto, aquela coisa gostosa e natural que é representada com muito carinho, chamada sentimento verdadeiro, se tornou raridade hoje em dia.
Esta sim supera qualquer rostinho bonito que virmos e, quando aparece, nos faz gostar daqueles que verdadeiramente valorizam pontos que dificilmente vi serem valorizadas por pessoas que se preocupam com, por exemplo, se a minha camisa custou ou não R$ 350. Enfim, a possibilidade de se abdicar do sucesso e da fama é muito menor do que a de se viver uma grande história. Nos preocupamos tanto com futilidades, que quando temos demais, gastamos demais e desnecessariamente. Quando temos de menos, nos tornamos chatos e parece que nada dará certo. Nessas horas, a beleza não põe mesa e o amor não traz dor. Um salve para as EXCEÇÕES!
