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quarta-feira, 13 de junho de 2012

"Una farÇa, una meCtira!"

Já diria o famoso Padre Quevedo hehehe
Pois é, não estou namorando pessoal.

"Mas como assim? Você atualizou o status do teu Facebook!" Diriam os viventes, e bem o fazem, aliás, agradeço a todos que, de alguma forma, encontraram tempo e palavras para mim neste 'momento'. Até mesmo moças das quais eu já tive algum envolvimento me felicitaram por esta novidade (quem diria, néam?!)


As redes sociais são pra mim muito mais um meio de divulgação e networking do que propriamente um fiel escritor dos meus passos nessa esfera dimensional. Quem me conhece soube na hora que aquilo era apenas e nada mais que uma brincadeira com umas das datas mais complicadas (eu diria) para os apaixonados. Sim, todos, sem exceção, mesmo solteiros e orgulhosos, por algum instante, fomos apaixonados e tivemos alguém para pensar "como seria hoje no dia 12 se eu estivesse com essa pessoa", não é mesmo?

Mas se fosse dizer algo para as últimas 5 pessoas das quais me relacionei eu diria duas coisas: uma é, devo aprender a abdicar do medo e do orgulho (fato) e a segunda, seria um, tão somente, obrigado por me ensinarem muito sobre as pessoas e sobre a vida. Pois estamos aqui pra aprender, pra se ferrar mesmo! A vida pode e deve ser proveitosa e satisfatória, mas somos feitos de vivências e se não tentarmos acreditar em alguém como poderemos ser felizes sozinhos?


Pra finalizar, acredito que haja duas formas de amor atualmente, tão óbvias mas desconexas: o amor vivido e o almejado. O sucesso dessa fórmula (soma dessas conexões) para nossas vidas ocorrerá quando conseguirmos deixar de almejar um amor e passar a vivê-lo. Mas, para tal, é preciso muito mais que um facebook, um iphone, uma penca de seguidores ou um status de carreira e dinheiro. Vejo muitas pessoas deixarem de viver grandes histórias por almejarem um amor apenas - eu mesmo já fui uma delas. Procuram aquilo que almejam e não valorizam aquilo que encontram efetuvamente. Todo mundo tem algo de especial para mostrar. É preciso mais que olhar superficialmente e não basta só ser bem relacionado, na verdade nem é essa a grande questão, como diria um grande amigo: tem que ter 4 C's: consciência, coragem, coração e confiança. Pois, sem dúvida, mais que tudo, ambos tem que querer a mesma coisa e estar dispostos a tal, sem virgulas, sem joguetes, sem falsos testemunhos ou abdicações. E deixo claro que não julgo ninguém, cada um sabe o que é melhor pra si e faz disso a sua forma de vida, até porque, exponho aqui apenas ideias e pensamentos. Mas tenho a certeza absoluta de que seria muito bom se as pessoas deixassem de lado o orgulho e o pouco caso com os sentimentos das outras, pois vejo e conheço muita gente boa por aí que sofre por acreditar no dito cujo 'amor'. O engraçado disso tudo? Ganhei presente no dia 12 sem nem se quer estar namorando/ficando com alguém... (vida insana, mas vivida) ;D


.....Emmanuel Denaui.
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Emma Denauí Fotografia

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

♪ "Do leme ao pontal..."



"...não há nada igual!" Diz o refrão de uma das músicas mais populares de Tim Maia que, na verdade, não tem nada a ver com o ocorrido no domingo, 23 de agosto, em Porto Alegre, quando houve consulta popular questionando alteração da lei complementar de n.º 470/2002, na qual previa a permissão ou não de construções habitacionais na área da orla do Guaíba.

Apesar do pleito ser facultativo, o resultado final divulgado às 19:30 contabilizou um total de 22.619 votos, sendo 22.574 válidos, 22 nulos e 23 em branco. Ao todo, 330 urnas foram disponibilizadas em 89 locais da capital. Participaram da apuração funcionários da prefeitura e doTribunal Regional Eleitoral (TRE), juntamente com o prefeito José Fogaça e seu vice, José Fortunati, que acompanharam a apuração no auditório Dante Barone, na Assembleia Legislativa.

O ‘não’ ganhou, com 80,7% dos votos válidos, mas muito me questiono quanto a verdadeira necessidade de ter havido um plebiscito desses,inédito no Brasil, e que remete a muitas questões de interesse público e privado. É possível considerar que uma capital com mais de 1,3milhão de habitantes, valide uma eleição com pouco mais de 20 mil pessoas participantes? Investiu-se mais de meio milhão de reais para tal e, para muitos opinantes de mídia, não existiria necessidade de tamanho investimento, já que a lei estava aprovada desde 2002 e não permitiria obras de âmbito residencial. Isto sem considerar outros setores que necessitam investimento. Na verdade, sua alteração sempre fugiu do padrão e da cultura bairrista e provinciana da nossa capital. É mais do que necessário destacar que os votantes do sim têm a vontade de mudar essa imagem e por tal, investiriam não somente em ideais como em esforços para que haja uma maior modernização de Porto Alegre.

Seria insano deixar de lado também o investimento maciço do programa Pró-Guaiba, do governo do Estado que passados 20 anos não conseguiu alcançar o seu objetivo inicial, assumido agora pelo Programa Socioambiental (Pisa), criado em 2007, que prevê um investimento superior a R$ 400 milhões. Este promete a recuperação das águas do nosso cais até 2012. Houve também a substituição da antiga vila‘Cai-cai” pelo Instituto Iberê Camargo, mas esqueceu-se de verificar algumas residências que historicamente ocupam as regiões da orla, não sabendo-se nem por quem autorizadas. Muitas delas passando por cima doprevisto na lei federal (n.º 4771/65) que considera como Àrea de Preservação Permanente (APP) as margens ao longo dos cursos de água e que deve ser respeitado o limite de até 500m para construções de qualquer gênero.

A única certeza que se tem, portanto, é de existir muito calor e apreço pelos 72 quilômetros que formam a orla do gasômetro. Sendo reconhecido internacionalmente como um dos mais belos pôr do sol, recebeu um abraço ao final do dia, num gesto emocionante e valoroso dos portoalegrenses e que destaca, acima de tudo, o respeito mútuo de todos os que votaram pelo não ou pelo sim.